PARASITISMO Eduardo de Campos

O Parasita que Pode Deixar Você Mais Atraente? A Ciência Investiga

E se existisse um organismo vivo microscópico capaz de tornar mais atraente as pessoas infectadas?

Isso parece ser roteiro de ficção científica.

Mas pesquisadores já investigaram justamente essa possibilidade envolvendo um dos parasitas mais conhecidos da ciência: o Toxoplasma gondii.

Esse organismo pode infectar seres humanos e diversos outros animais.

Na maioria das pessoas saudáveis, a infecção não provoca sintomas importantes.

Porém, estudos científicos levantaram uma hipótese intrigante: pessoas infectadas poderiam apresentar algumas características físicas percebidas como mais atraentes ou saudáveis por outras pessoas.

Com isso, os pesquisadores acabaram notando que homens e mulheres infectados pelo parasita acabaram sendo classificados como sendo mais atraentes e com aparência mais saudável do que indivíduos que não foram infectados.

Perceba que a mídia sempre acabou passando pra nós a imagem da “mulher gato”, porque muitos chamam uma bela mulher de “gatinha” “gata”?

Será que existe algo que a grande mídia escondeu dê nós?

Então, antes de contar sobre o parasita que deixa a pessoa mais atraente você precisa saber…

O que é o Toxoplasma gondii?

O que e o toxoplasma gondii o parasita que deixa a pessoa mais atraente

De antemão saiba que o Toxoplasma gondii é um protozoário parasita capaz de infectar diferentes animais, incluindo seres humanos.

Além disso a sua transmissão pode ocorrer por diferentes vias, como o consumo de alimentos contaminados, água contaminada, contato com solo contendo o parasita e determinadas formas de contato com fezes de gatos infectados.

Depois que entra no organismo, o parasita pode permanecer nele por longos períodos.

É justamente essa capacidade de permanecer dentro do hospedeiro que desperta o interesse dos pesquisadores.

Afinal, alguns parasitas desenvolveram estratégias extremamente sofisticadas para sobreviver e se reproduzir.

E isso levanta uma pergunta:

Será que o Toxoplasma gondii também consegue alterar, ainda que discretamente, características do organismo que ele infecta?

O estudo que chamou atenção

Um estudo publicado na revista científica PeerJ investigou possíveis diferenças entre pessoas infectadas e não infectadas pelo Toxoplasma gondii.

Os pesquisadores avaliaram fotografias de participantes e solicitaram que outras pessoas classificassem características relacionadas à aparência.

Então o resultado chamou atenção porque, em determinadas avaliações, homens e mulheres infectados foram considerados mais atraentes e com aparência mais saudável do que os participantes não infectados.

É uma descoberta curiosa.

Isso porque para surpresa deles, homens e mulheres infectados pelo Taxoplasma Gondii acabaram sendo os mais bem classificados na lista.

Em outros estudos, foi possível até mesmo perceber o mesmo efeito em ratos machos e infectados que tiveram preferência pelas fêmeas como parceiros sexuais.

Mas por que um parasita teria alguma relação com a beleza?

Cleópatra é o gato preto

Aqui começa a parte mais intrigante da história.

Um parasita não possui interesse em deixar seu hospedeiro “bonito” somente por vaidade.

Se alguma alteração produzida pelo organismo aumentasse suas chances de sobrevivência ou transmissão, entretanto, ela poderia ser favorecida ao longo da evolução.

Os pesquisadores levantaram a possibilidade de que a infecção pudesse estar relacionada a mudanças fisiológicas capazes de influenciar características percebidas externamente.

Bem como hormônios, metabolismo, composição corporal, comportamento e outros fatores poderiam, em teoria, participar dessa complexa relação.

Além disso, também é teorizado que a infecção pelo parasita Taxoplasma Gondii pode também produzir algumas alterações na simetria facial de nossos rostos através da alteração com as substâncias endocrinológicas.

Isso é até mesmo estranho se considerar que muita gente gasta rios de dinheiro com harmonização facial, não é mesmo?

Por isso é justamente nesse ponto que a história fica muito mais interessante.

Logo existe até uma relação do porquê os antigos egípcios gostavam tanto de gatos, será que não existe algo que foi escondido de nós entre Cleópatra é o seu gato preto?

O parasita poderia manipular o comportamento?

Casal de maloqueiros uma loirinha junto com o moreno tatuado com a cara de bandido

O Toxoplasma gondii já é conhecido por produzir alterações comportamentais em alguns animais.

Um dos exemplos mais famosos envolve roedores.

O ciclo de vida do parasita depende dos felinos, que são seus hospedeiros definitivos.

Além disso pesquisas experimentais mostraram que roedores infectados podem apresentar alterações em respostas relacionadas ao medo de gatos.

Essa característica despertou enorme interesse científico porque, em teoria, uma alteração comportamental desse tipo poderia aumentar a possibilidade de o roedor ser predado por um felino — favorecendo a continuidade do ciclo do parasita.

Com isso se abriu uma porta para uma pergunta:

Se um parasita consegue alterar determinados comportamentos em animais, será que também pode influenciar sutilmente características humanas?

Diz aí?

Perceba que muitas mulheres de hoje em dia criaram um fascínio pela imagem do homem mal, da cara de bandido, tatuado, que pode acabar com a vida dela em um piscar de olhos caso ela cometa algum erro.

Então, são esses tipos de comportamentos arriscados ao perigo, assim como acontece com os ratos que vão até o predador para serem predados por eles que isso acaba acontecendo também com as mulheres.

Aliás homens que são infectados por esse parasita tendem a tomar atitudes mais arriscadas que podem levá-los a perder a vida muito rápido.

Beleza, hormônios e metabolismo

Uma das hipóteses que está sendo bastante discutidas pelos pesquisadores envolve alterações fisiológicas.

Em outras palavras o organismo humano funciona como uma gigantesca rede de interações entre hormônios, neurotransmissores, metabolismo, sistema imunológico e comportamento.

Nesse sentido pequenas alterações em uma dessas áreas podem influenciar outras.

Por isso, os pesquisadores consideraram possibilidades envolvendo substâncias químicas do organismo, hormônios e características metabólicas.

Algumas diferenças corporais também foram observadas entre participantes infectados e não infectados.

E a testosterona?

Sobretudo algumas evidências sugerem que homens com níveis mais altos de testosterona estão mais propensos à infecção pelo parasita.

Do mesmo modo sabe-se ainda que o parasita pode ser capaz de alterar sutilmente o fenótipo do hospedeiro, manipulando substâncias químicas no corpo do animal, como neurotransmissores e hormônios.

Isso alimenta uma hipótese interessante: alterações hormonais poderiam estar relacionadas tanto à suscetibilidade à infecção quanto a determinadas características físicas.

Além disso os cientistas têm tentado perceber se estes efeitos também se verificam nos hospedeiros humanos.

No entanto existem algumas provas que apontam que os homens infectados têm níveis de testosterona mais altos do que os homens que não são infectados, o que pode influenciar o quão atraentes as mulheres acabam considerando.

No entanto, pode-se argumentar ainda que não é a infecção que causa os maiores níveis de testosterona.

Mas sim que os homens com níveis mais altos de Testosterona são simplesmente mais susceptíveis a serem infectados devido aos comportamentos mais arriscados que estão associados a esta hormona, revela o Science Alert.

Outra hipótese ainda sugere que o parasita pode mudar subtilmente o fenótipo do hospedeiro, o que pode acabar por alterar os níveis hormonais e aparência das pessoas que foram infectados.

O rosto humano também poderia ser afetado?

Existe ainda uma hipótese especialmente curiosa.

A aparência facial é influenciada por diversos fatores: genética, idade, composição corporal, hormônios, saúde, sono, alimentação e até pequenas diferenças na simetria facial.

Os pesquisadores levantaram a possibilidade de que alterações fisiológicas associadas à infecção pudessem influenciar algumas dessas características.

Se isso realmente acontecesse, mesmo pequenas mudanças poderiam alterar a maneira como uma pessoa é percebida visualmente.

E existe uma razão para isso chamar tanta atenção.

A atração humana não depende apenas de uma característica isolada.

Nosso cérebro interpreta simultaneamente dezenas de sinais: formato do rosto, simetria, expressão, pele, proporções corporais e aparência geral de saúde.

Uma pequena alteração em vários desses elementos poderia, teoricamente, produzir uma diferença perceptível.

Mas essa possibilidade ainda precisa ser investigada.

O parasita que deixa a pessoa mais atraente

Veja o antes é depois do rosto de pessoas que foram infectadas com o parasita toxoplasma gondii

Aqui está a pergunta que provavelmente trouxe você até este artigo.

Existe uma pesquisa sugerindo uma associação entre a infecção pelo Toxoplasma gondii e determinadas avaliações de atratividade.

No entanto a equipa decidiu testar estas teorias ao comparar 35 infectados (22 homens e 13 mulheres) com outras 178 pessoas (86 homens e 92 mulheres).

Logo todos os participantes eram estudantes universitários saudáveis, incluindo os infectados.

Ao fim de vários testes, os investigadores acabaram concluindo que os hospedeiros do parasita tinham uma assimetria facial bastante mais baixa.

Geralmente, a simetria facial é associada a bons genes e os rostos mais simétricos sinalizam uma boa saúde e são considerados mais atraentes pelos seres humanos.

As mulheres infectadas pelo parasita também tinham um índice de massa corporal mais baixo, mostrando serem mais confiantes na sua aparência e reportaram ter mais parceiros sexuais.

Numa outra experiência, foram feitas com 205 voluntários avaliaram as fotografias dos rostos dos participantes e também preferiram os infectados.

Logo o estudo dá uma pista sobre o possível impacto da infecção no metabolismo dos pacientes.

Mas os cientistas afirmaram que ainda são precisas mais pesquisas com amostras mais completas sobre o assunto antes de se tirar todas as conclusões definitivas.

Uma história que parece saída de um filme

Existe algo quase surreal nessa possibilidade.

Imagine um organismo microscópico entrando silenciosamente em um corpo humano e, ao longo do tempo, provocando mudanças que podem afetar comportamento, fisiologia ou até a maneira como outras pessoas percebem aquele indivíduo.

Parece ficção científica.

Mas a natureza está cheia de exemplos de organismos capazes de manipular seus hospedeiros.

Parasitas não precisam ter consciência para desenvolver estratégias extremamente eficientes.

A evolução pode favorecer características que aumentem suas chances de sobrevivência e reprodução.

É por isso que o Toxoplasma gondii continua despertando tanta curiosidade.

O lado sombrio dessa história

Seria um erro transformar essa descoberta em uma espécie de “segredo da beleza”.

O Toxoplasma gondii não é um tratamento estético e ninguém deveria tentar se infectar deliberadamente.

A infecção pode ser especialmente perigosa para pessoas com o sistema imunológico comprometido e durante a gestação, quando existe risco para o feto.

Além disso, o parasita já foi associado a complicações neurológicas graves em determinadas situações.

Na verdade, o toxoplasma gondii afeta entre 30% e 50% das pessoas, sendo o parasita mais bem-sucedido do mundo.

Além disso foi associado vários distúrbios neurológicos, desde episódios psicóticos até à esquizofrenia, apesar de ser assintomático na maioria dos casos.

Portanto, a ideia de que ele poderia estar relacionado à percepção de atratividade não significa que exista qualquer benefício geral em ser infectado.

Uma característica aparentemente interessante em uma pesquisa não transforma uma infecção em algo desejável.

Por isso você pode ver diversos casos de hoje em dia de lindas mulheres fazendo tratamentos médicos em clínicas de psicólogos é psiquiatras.

Muitas acabam fazendo uso de remedios controlados que acabaram levando elas ao estado de depressão.

A verdadeira descoberta talvez seja outra

Talvez a parte mais fascinante dessa história não seja descobrir se um parasita pode deixar alguém mais bonito.

Mas que seja perceber o quanto ainda desconhecemos sobre a relação entre seres humanos e os organismos que vivem dentro de nós.

Nosso corpo não é um sistema completamente isolado.

Na verdade, vivemos em constante interação com bactérias, vírus, fungos e parasitas.

Alguns são prejudiciais. Outros fazem parte da nossa própria ecologia interna.

E, em determinadas situações, esses organismos podem influenciar processos que jamais imaginaríamos.

Comportamento.

Metabolismo.

Sistema imunológico.

Hormônios.

E talvez até características que afetam a percepção social.

A ciência ainda está tentando descobrir onde termina a influência do organismo e começa aquilo que consideramos exclusivamente “nós”.

O mistério continua

A enorme possibilidade de o Toxoplasma gondii estar relacionado à atratividade humana é uma daquelas descobertas que imediatamente despertam nossa imaginação.

Mas é justamente por ser tão fascinante que precisamos separar curiosidade de evidência.

Os estudos científicos modernos existentes podem levantar hipóteses importantes, mas segundo os pesquisadores eles dizem que não permitem afirmar que o parasita seja responsável por deixar alguém mais bonito.

Onde eles dizem ainda que para descobrir o que realmente acontece, serão necessários estudos maiores, métodos mais rigorosos e novas pesquisas capazes de controlar os inúmeros fatores que influenciam a aparência e o comportamento humano.

Enquanto isso, permanece uma pergunta inquietante: e se alguns dos organismos que vivem silenciosamente dentro de nós influenciarem nossa aparência e nosso comportamento mais do que imaginamos?

Talvez a próxima descoberta não esteja em algum lugar distante do universo.

Talvez ela esteja dentro de nós.

Conclusão

O Toxoplasma gondii é muito mais do que um simples parasita.

Ele representa uma das relações mais intrigantes entre organismos diferentes e mostra como a natureza pode produzir interações surpreendentemente complexas.

A hipótese segundo os pesquisadores é de que pessoas infectadas possam ser percebidas como mais atraentes é interessante, mas segundo eles ainda deve ser tratada como uma possível associação, e não como um fato comprovado.

E talvez seja exatamente essa incerteza que torne o assunto tão fascinante.

Porque, quando a ciência encontra uma pergunta para a qual ainda não possui todas as respostas, começa uma das coisas mais interessantes que podemos fazer: investigar.

Sobre o autor | Website

Meu nome é Eduardo de Campos eu vim para esse plano de existência iluminar vidas, revelando mistérios do Grande Arquiteto do Universo e guiando milhares ao despertar da consciência.

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